Dia Internacional das Mulheres

Dia Internacional da Mulher – 8 de março de 2018

 

No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional das Mulheres. Essa data lembra a todos, a importância das conquistas das mulheres na sociedade, sejam elas econômicas, políticas ou sociais. Esta data é Internacional, ou seja, o Dia das Mulheres foi incluído no calendário Internacional pela Organização das Nações Unidas.

Durante essa data é comum presentear as mulheres com flores, cartões e felicitações pelo dia… claro que todo dia é o Dia da Mulher, mas é necessário ter uma data símbolo para lembrar sempre dá importância delas!

 

Tivemos muitas mulheres que fizeram a diferença com sua garra e determinação… por isso, destacamos algumas histórias para compartilhar com vocês. Veja abaixo algumas de tantas que representaram a força feminina com muito orgulho e determinação:

 

SAÚDE – Dra. Zilda Arns Neumann

Dra. Zilda Arns Neumann

A médica pediatra e sanitarista Dra. Zilda Arns Neumann (1934-2010) fundou e foi coordenadora internacional da Pastoral da Criança, organização que promove o desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos de idade. Uma de tantas conquistas, foi nos anos 80 ao diminuir drasticamente a mortalidade infantil no Brasil com a divulgação do uso do soro caseiro contra a desidratação. Sua preocupação também se estendia aos idosos e gestantes. Infelizmente veio a falecer aos 75 anos de idade no dia 12 de janeiro de 2010 no Haiti devido à um terremoto que devastou o País.

 

 

POLÍTICA – Leolinda de Figueiredo Daltro

Leolinda de Figueiredo Daltro

Leolinda de Figueiredo Daltro (1859 – 1935)

Nascida na Bahia, foi uma professora sufragista e indigenista. Em 1910, juntamente com outras mulheres, entre elas a escritora Gilka Machado, Leolinda fundou o Partido Republicano Feminino após ter seu alistamento eleitoral negado. Liderou e criou um movimento feminista exigindo o direito da mulher ao voto. Passou a vida lutando pelos direitos das mulheres até falecer devido a um acidente de automóvel em 1935 na cidade do Rio de Janeiro onde passou a maior parte da vida.

 

 

CULTURA – Carmen Miranda

Carmen Miranda

 

Maria do Carmo Miranda (1909 – 1955) foi cantora e atriz luso-brasileira que foi mais conhecida pelo nome artístico de Carmen Miranda. Primeira sul-americana a fazer parte da calçada da fama. Durante 20 anos de carreira, lançou mais de 300 músicas além de realizar shows em diversos países. Participou com atriz e cantora em vários filmes incluindo animações da Walt-Disney. Carmen Miranda se tornou um ícone levando o nome do Brasil aos 4 cantos do mundo com sua música e irreverência.

 

Nascida em 9 de fevereiro de 1909 em Marco de Canaveses (Portugal), com um pouco menos de um ano se mudou para o Rio de Janeiro com a família.  Carmen Miranda veio a falecer em 5 de agosto de 1955 em sua casa em Los Angeles, nos EUA, vítima de um ataque cardíaco fulminante aos 46 anos de idade.

 

 

POLÍTICA – Luiza Alzira Teixeira Soriano

Luiza Alzira Teixeira Soriano

Luiza Alzira Teixeira Soriano (1897-1963) foi uma precursora ao assumir em 1928, com a idade de 32 anos, a prefeitura de Lajes, interior do Rio Grande do Norte.

Luiza foi a primeira mulher latino-americana a assumir um cargo de governo de uma cidade. Ela era filiada ao partido republicano e venceu com mais de 60% dos votos. Apenas um ano depois de eleita ela renunciou ao cargo, descontente com o resultado das eleições que nomearam Getúlio Vargas.

Em 1932 as mulheres conquistaram direito ao voto e em 1947 ela se candidatou novamente a um cargo político sendo eleita vereadora, e reeleita por três vezes para o mesmo cargo.

 

 

ESPORTES – Maria Lenk

Maria Lenk

Maria Lenk (1915-2007) foi a primeira sul-americana a competir em uma olimpíada. Dona de três recordes mundiais de natação chegou a ser excomungada por um bispo por insistir no esporte.

No torneio mundial de natação categoria Masters de 1998, recebeu mais três medalhas. Era filha de imigrantes alemães, nascida em São Paulo e foi defensora de igualdade de direitos no esporte por toda a sua vida.

 

 

CULTURA / MÚSICA / ABOLICIONISMO – Chiquinha Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a carioca conhecida por todos como Chiquinha Gonzaga (1847-1935) casou-se aos dezesseis anos e foi proibida pelo marido de tocar piano. Desde muito nova Chiquinha era apaixonada por música e recebeu aulas e não aceitando esta imposição abandonou o marido e o casamento e iniciou uma vida boêmia musical onde se tornou maestrina e grande compositora. Também teve um papel importante como ativista na causa abolicionista, fazendo uma grande campanha na época para libertar o músico escravo Zé da Flauta.

 

 

EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO FEMININA – Nísia Floresta Brasileira Augusta

Nísia Floresta Brasileira Augusta

Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810-1885) fez algo muito corajoso para a época quando decidiu se divorciar do marido com quem foi obrigada a casar com 13 anos.

Tornou-se uma escritora e uma educadora onde escrevia diversos artigos que defendiam a igualdade, independência e os direitos das mulheres, libertação dos escravos, liberdade de cultos e decidiu abrir em 1838 um colégio para mulheres lecionando matérias inovadoras.

 

 

LITERATURA – Carolina de Jesus 

Carolina de Jesus

Carolina de Jesus (1914-1977) era descendentes de escravos e teve que largar a escola muito cedo para ajudar sua mãe na plantação. A mãe dela se mudava de cidade em cidade até que chegaram em São Paulo, capital, e passaram a viver do lixo em uma favela próxima ao Rio Tietê. Foi aí que Carolina começou a escrever um diário. Certo dia um jornalista famoso a descobriu e seu diário virou um livro de muito sucesso chamado “Quarto de Despejo” traduzido para 13 idiomas e vendido em mais de 40 países.

 

 

DIREITO DAS MULHERES – Maria da Penha 

Maria da Penha

Maria da Penha (1948) é uma biofarmacêutica que sofreu um ataque violento do marido enquanto ela dormia, ele deu um tiro nela deixando-a paraplégica. Ela ficou anos na justiça brigando para que ele fosse punido e condenado pelo crime que praticou, mas devido a uma série de recursos existentes e brechas na lei, ele não foi preso.

A partir daí Maria da Penha não desistiu, levou sua história e sua denúncia para a comissão de direitos humanos (OEA) onde o Brasil foi condenado por essa comissão pelo descaso com que o país trata os seus casos de violência contra mulher, sendo pressionado a partir daquele momento a cumprir uma série de recomendações sobre o tema dando origem a Lei 11.340 de 2006 Lei Maria da Penha, que garante medidas protetivas as mulheres que sofrem abusos.

 

Agradecimentos

Dia Internacional das Mulheres

Nós da NewLentes separamos algumas dessas personalidades tão importantes para você aprender e conhecer mais sobre a força dessas mulheres. Pesquise e procure sobre a história de tantas outras que nos influenciaram e mudaram o mundo. Nós não faremos nenhuma propaganda neste texto… queremos apenas agradecer a todas as mulheres pela luta através dos anos em busca de respeito e igualdade social.

 

Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher. 

 

 

Written by newlentes

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