Coceira nos olhos: Descubra alguns motivos

Muitas pessoas ao redor do mundo sofrem com coceira nos olhos. Então, isso pode ser decorrente de uma série de outros fatores que precisam ser levados em consideração.

Logo, no presente artigo, você irá descobrir quais as principais causas desse sintoma. Então, conheça com detalhes cada uma das possíveis condições, e confira se você se identifica com alguma delas. E claro, sempre que possível, busque orientação médica.

O que causa a coceira nos olhos?

Os agentes causadores são muitos. Então, desde uma simples crise de sinusite, até casos bem mais complicados como uveíte. Desse modo, no decorrer do post eles serão definidos e, logo em sequência, explicados os respectivos tratamentos.

Conjuntivite alérgica

Essa doença tem como protagonistas os agentes alérgenos, como poeira, pólen, ácaros, entre outros. Porém, alguns outros fatores podem desencadeá-la, como medicamentos, alimentos, cosméticos, e o clima.

Assim, todos esses facilitadores acima, são responsáveis por tornar esse tipo de conjuntivite bastante susceptível à maioria das pessoas. Por um lado, ela não é contagiosa, já por outro, incomoda bastante e requer tratamento médico.

Desse modo, ela causa uma série de sintomas que são bem chatos de se conviver. Assim, além da recorrente coceira nos olhos, veja outros que são bem comuns nesse caso:

  • Inchaço das pálpebras;
  • Vermelhidão no olho;
  • Coriza;
  • Espirros;
  • Olhos lacrimejando.

Como forma de tratar a doença, são usados alguns suprimentos oftalmológicos.Assim, Colírios com adição de anti-histamínicos, compressas frias, e estabilizadores de mastócitos são os mais comuns.

Além disso, o uso de anti-histamínicos via oral, corticosteroides e anti-inflamatórios podem ser eficientes. Então, nesses casos, é importante que eles só sejam receitados após uma consulta com um especialista.

Conjuntivite bacteriana e viral

A primeira é um tipo bem comum da doença, tendo em vista que as fontes de contaminação são bem diversas. Ela na maioria das vezes causa a produção de uma secreção densa e amarelada, podendo atingir os dois olhos.

Assim, as bactérias mais comuns responsáveis por essa infecção são as Pseudomonas aeruginosa, Haemophilus influenzae, Streptococcus pneumoniae, e Staphylococcus aureus.

Desse modo, o tratamento dessa doença requer o uso de antibióticos. Eles podem ser utilizados em conjunto com pomadas e colírios. A depender da extensão dos sintomas, dentro de duas semanas, o paciente está recuperado.

Por outro lado, a conjuntivite viral é um pouco mais complicada e extremamente contagiosa. Ela também pode vir junto com outros tipos de infecções, como do trato respiratório, gripe, e até sarampo.

Aqui, o tipo de secreção é diferente, com uma textura mais aquosa. Outro ponto, é que antibióticos, colírios e pomadas nesse caso, são inúteis. O melhor a fazer é tentar amenizar os sintomas e aguardar algumas semanas que ela sumirá por si só.

Hordéolo e sua relação com a coceira nos olhos

O que é comumente chamado de terçol, na verdade é um abcesso que se forma na região da pálpebra. Isso resulta em um bloqueio das conhecidas glândulas sebáceas, impedindo a drenagem correta do líquido presente nas mesmas.

Também, esses hordéolos podem ser externos ou internos. Isso vai depender diretamente da sua localização e de quais glândulas foram afetadas. O primeiro tipo citado é o mais recorrente, tendo seus sintomas mais amenos do que o último.

Além disso, não é uma condição contagiosa. No entanto, o indivíduo deve tomar muito cuidado para não espalhar a bactéria para outras partes do corpo. Devido a coceira nos olhos ser algo recorrente, a pessoa coça e acaba esquecendo de lavar as mãos.

O tratamento do hordéolo é bastante simples. Geralmente aplica-se uma compressa de água morna no local, 3 a 5 vezes ao dia. Outra opção é o uso de colírios e pomadas adicionadas de antibióticos. Lembrando que essa última parte é dever do médico.

Porém, em casos extremos, aonde essa condição se torna recorrente, outras medidas podem ser tomadas. O profissional pode acabar optando por fazer uma raspagem na glândula inflamada.

Síndrome do olho seco

Essa condição aflige milhões de pessoas ao redor do mundo. É considerada uma doença multifatorial e bem peculiar, podendo ser provocada pela pouca produção de lágrima. Isso pode ocorrer por diversos motivos, como cirurgia a laser, e uso de medicamentos.

Além disso, a rápida evaporação da umidade, seja por piscar pouco o olho, ou por fumaça, pode causar essa síndrome. O diagnóstico dessa doença é bastante simples. Confira agora alguns sintomas que ela gera, fora a coceira nos olhos.

  • Secura;
  • Vermelhidão;
  • Sensação de presença de algum corpo estranho;
  • Fotofobia;
  • Ardor;
  • Aumento da produção de muco, em casos mais extremos.

Então, geralmente o médico analisa o histórico do paciente e seus sintomas. Em caso de dúvida, ainda existem alguns exames que fazem a contagem da produção lacrimal.

O tratamento costuma ser a base de colírios lubrificantes e anti-inflamatórios. Eles irão aliviar o desconforto na região ocular quase que de imediato. Importante ressaltar que isso deve ser sempre receitado pelo médico, e nunca por conta própria.

Mesmo assim, é preciso ter cuidado, pois alguns desses medicamentos podem ser vendidos de forma enganosa. Muitos colírios são ditos como lubrificantes, quando na verdade são vasoconstritores. Isso pode agravar o quadro de quem sofre dessa síndrome.

Rinite, sinusite e coceira nos olhos

A rinite é definida como uma inflamação na mucosa do nariz. Os sintomas mais recorrentes são coceira nos olhos, dor de cabeça, coriza, espirro, obstrução nasal e incômodo no nariz. As causas são inúmeras, indo desde gripe até alergias e outras infecções.

Os tratamentos mais comuns, não são tão diferentes das outras doenças aqui citadas. Basicamente é um combo de anti-histamínicos, descongestionantes nasais, corticoides, vacinas contra alergia, e uso de medicamentos antialérgicos a longo prazo.

Porém, a sinusite pode ser ainda mais chata de se lidar. Ela é uma inflamação presente nas mucosas dos seios da face. É dividida em aguda, durando 3 meses, e crônica, com sintomas mais leves, porém por mais tempo.

Além disso, seus sintomas são febres, coriza, tosse, cabeça pesada, dor no rosto e na cabeça, e obstrução no nariz. A forma de tratar a sinusite é bem similar à da rinite, com a adição de antibióticos e cirurgia.

Importante salientar que essas duas condições podem ocorrer de forma isolada, ou ao mesmo tempo. São mais comuns no inverno e em períodos secos. Por último, algumas maneiras de prevenção são descritas abaixo.

  • Evitar fumar;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Se manter hidratado diariamente;
  • Fazer a limpeza da região nasal sempre que possível;
  • Manter a casa limpa;
  • Cuidar na higienização dos animais, caso existam;
  • Limpar sempre o filtro do ar condicionado;
  • Proteger os travesseiros e os colchões;
  • Evitar tapetes e carpetes;
  • Evitar ao máximo o contato com poeira, mofo e cheiros mais fortes.

Lentes de contato

Uma das causas mais comuns para coceira nos olhos, é o uso prolongado de lentes de contato. Um outro fator determinante é a higienização precária, tendo em vista que pode acarretar o acúmulo de resíduos e bactérias.

Então, o mais recomendado é que o indivíduo siga as instruções dos fabricantes quanto a limpeza das lentes. O uso de alguns colírios lubrificantes também pode ser útil. Se mesmo com essas medidas, o problema persistir, o melhor é procurar a ajuda de um oftalmologista.

Uveíte tem como sintoma a coceira nos olhos

É uma condição inflamatória que pode terminar danificando toda a região da úvea, ou apenas partes dela, como a íris. Em casos mais graves, ela pode danificar até mesmo a retina e o nervo óptico.

Também, de acordo com o segmento do olho, é dividida em posterior, intermediária e anterior, podendo, ser uni ou bilateral. Suas causas são inúmeras e muitas vezes, desconhecidas. Acompanhe algumas abaixo.

  • Toxoplasmose congênita;
  • Herpes simples;
  • Sífilis;

  • Tuberculose;
  • Citomegalovírus;
  • Artrite reumatoide;
  • Lúpus;
  • Leucemia;
  • Linfomas.

Além disso, essa doença não escolhe faixa etária, mas, prefere os jovens adultos. O tratamento depende da causa principal dessa condição, pois sem esse conhecimento, só será possível aliviar os sintomas.

Desse modo, a depender desse motivo principal, o médico irá prescrever medicamentos distintos. Antibióticos, antifúngicos, antivirais, corticoides e imunomoduladores, são alguns exemplos.

Herpes e a coceira nos olhos

Como o próprio nome entrega, o agente responsável por essa doença, é o vírus do herpes, HSV. Importante ressaltar que essa infecção é devido ao tipo 1 do vírus, sendo o tipo 2, causador do herpes genital.

Assim, a manifestação dessa doença costuma ser sempre unilateral. Podem aparecer na pálpebra como vesículas pequenas que, após algumas semanas, secam. A conjuntiva pode ser outro alvo, sendo que nesse caso, os sintomas são parecidos com os da conjuntivite.

Também, pode ocorrer na córnea, sendo a forma mais grave que existe. Aqui, é comum a ocorrência de inflamações e formações de úlceras. Essa situação com o tempo e sem tratamento, pode levar à perda da visão.

Existem também, alguns fatores de risco que tornam mais fácil o surgimento dessa doença. São eles, traumas, viroses, problemas odontológicos, baixa imunidade, aids, estresse físico, danos emocionais e exposição exacerbada ao sol.

Além disso, esse padrão de diversidade também acontece no desenrolar dos sintomas. Fora a coceira nos olhos, que nessa condição é algo bastante frequente, existem outros que podem ser bem incômodos.

  • Visão turva;
  • Dor;
  • Edemas;
  • Fotofobia.

O tratamento deve considerar todos esses pontos até aqui citados. Um bom prognóstico só será possível se as medidas de contenção forem tomadas com rapidez. Na maioria das vezes, medicamentos com capacidade antiviral são suficientes.

Mesmo assim, jamais de pode descartar a possibilidade de reaparecimento dessa doença. Isso porque é sabido que esse tipo do herpes continua para sempre no organismo de indivíduo.


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