O que é conjuntivite e quais são os tipos?

A doença que conhecemos por conjuntivite pode ser bastante incômoda, gerando transtorno para todo mundo. Isso pois, quando surge em nossos olhos, ela pode ser contagiosa. Inclusive, pode contaminar quem está próximo.

A boa notícia é que ela tem cura. Apesar de existirem alguns tipos diferentes da inflamação, os tratamentos são bastante simples. Agora chegou a hora de acompanhar esse guia completo, e saber tudo sobre essa patologia ocular.

O que é conjuntivite

Diversas pessoas já pegaram alguma doença nos olhos durante a vida. No entanto, desde as crianças até os adultos, ninguém fica feliz ao perceber a famosa vermelhidão e incômodo nos olhos.

Antes de mais nada, a conjuntivite é um processo que causa inflamação. Afinal, ela ataca diretamente uma membrana transparente dos nossos olhos, chamada de conjuntiva.

Apenas nos damos conta dessa película entre o globo ocular e as pálpebras quando a inflamação começa a causar irritação. De uma forma geral, os efeitos podem ser visíveis em um, ou até mesmo nos dois olhos do paciente.

Boas notícias: entre uma semana e quinze dias, se fizer o tratamento adequado, você já estará curado. Por esse motivo, é muito importante compreender os sinais da doença e prontamente consultar um especialista.

Saiba quais são as causas dessa doença

O próximo passo é conseguirmos identificar o motivo do aparecimento da inflamação em nossos olhos. De uma forma geral, as principais causas são:

  • Reações alérgicas a poluição urbana e outros poluentes;
  • Reações alérgicas a substâncias que irritam o globo ocular, como cloro de piscina.

Existem ainda duas outras possibilidades de transmissão:

  • Vírus;
  • Bactérias.

Mais a frente, vamos discutir em detalhes quais são as diferenças principais entre esses dois últimos transmissores de conjuntivite. No entanto, precisamos primeiro identificar quais são os seus sintomas principais.

Quais são os sintomas dessa enfermidade ocular

Está sentindo um incômodo específico na região dos olhos? Antes de tudo, é preciso checar o conjunto de sintomas. Afinal, queremos ter certeza de que estamos falando de um problema específico na membrana conjuntiva.

Acompanhe a seguir os sintomas mais comuns dessa doença:

  • Os olhos ficam avermelhados, porque ocorre a dilatação dos vasos sanguíneos;
  • Ocorre secreção;
  • Você começa a lacrimejar, e consegue notar uma lágrima mais espessa ou “grossa”;
  • A coceira é um dos sintomas mais incômodos;
  • Suas pálpebras vão ficar inchadas;
  • Também pode ocorrer alguma ardência;
  • O paciente fica mais sensível à luz (fotofobia);
  • Constantemente, você sente que tem algum cisco ou areia em seu olho;
  • Em alguns casos, pode acontecer também de a visão ficar um pouco embaçada.

Caso você perceba que está experimentando as sensações apontadas acima, procure um oftalmologista. Apesar de a conjuntivite ser uma doença leve e que não costuma deixar sequelas, pode haver risco quando ocorre negligência.

Conheça os tipos mais comuns

Em síntese, existem três diferentes mutações desse mal que ataca a nossa conjuntiva. Finalmente, vamos conhecer os tipos e riscos dessa doença ocular que aflige milhares de brasileiros, todos os anos.

Conjuntivite alérgica

Você é portador de rinite, bronquite ou outra doença alérgica? Saiba que esse é um dos três precedentes para que haja o surgimento do problema ocular.

Caso você entre em contato com o que pode provocar sua alergia, a inflamação da conjuntiva pode se manifestar. Inclusive, ela costuma surgir até mesmo nos dois olhos do paciente.

Apesar de não ser do tipo contagiosa, a doença pode ter reincidência. Ou seja, pode acontecer de ela sumir, e depois retornar aos nossos olhos. De toda forma, não deixe de consultar um médico caso detecte os sintomas.

Infecciosa

Vamos retomar o que mencionamos no início do texto sobre as causas da conjuntivite. Certamente você já ouviu falar sobre esse tipo, que é uma modalidade contagiosa da doença, transmitida por vírus e bactérias.

Nesse caso, o contágio se dá através do contato físico:

  • Principalmente em ambientes fechados com pessoas que estão contaminadas;
  • Manuseando objetos contaminados pela doença;
  • Quando em contato com situações típicas, como por exemplo, entrar em uma piscina cuja água está contaminada.

Esse gênero da doença é capaz de causar grande transtorno em nossa sociedade. Por vezes, ocorrem os surtos, epidemias que atingem cidades inteiras. Por exemplo, a que ocorreu no estado de São Paulo no ano de 2004.

Então, por ser um grande incômodo e afetar as pessoas ao redor, a reclusão temporária é importante para não contaminar os outros. Porém, se for descoberta a tempo e com o tratamento correto, não existe o risco de sequelas.

Conjuntivite tóxica

Ao contrário da conjuntivite infecciosa, essa condição é causada especificamente pelo contato com substâncias tóxicas. Confira a seguir alguns exemplos:

  • Colírios;
  • Fumaça de cigarro;
  • Produtos de limpeza;
  • Sabonete;
  • Sabão;
  • Poluição do ar;
  • Maquiagem;
  • Alguns tipos de spray;
  • Cloro;
  • Tintura para cabelo.

Caso você entre em contato com algum desses químicos, não se esqueça de lavar bem as mãos e depois os olhos. Com essa inflamação, é sempre melhor prevenir. No entanto, pode ser necessário iniciar um processo de tratamento.

Como funciona o tratamento de conjuntivite?

Por existirem diferentes causas e formas de disseminação, existem também tratamentos especiais para cada situação. Pouco depois de perceber os sintomas, é preciso buscar por um profissional e seguir as recomendações.

Exame

Como ocorre com diversas doenças, não é possível solicitar um exame prévio se estiver assintomático. Com essa patologia, o diagnóstico é clinico, ou seja, depende de histórico de sintomas e exames oftalmológicos.

Além do mais, a visita ao especialista pode descartar outras doenças que podem parecer com a conjuntivite. Por outro lado, seu médico poderá constatar a causa da enfermidade. Por exemplo, se é ela bacteriana ou viral.

Tratamento da conjuntivite

As ações para conter a doença costumam focar em seu combate, desconforto e alívio dos sintomas. Em virtude disso, veja os possíveis tratamentos:

  • Lavar bastante os olhos;
  • Fazer compressas com água gelada (que deve ser fervida e filtrada antes) aliviam a dor e o inchaço;
  • Utilize o soro fisiológico para banhar os olhos infectados;
  • A prescrição de antibióticos pode ser feita para pacientes com caso de conjuntivite bacteriana;
  • Recomendação de outros medicamentos e colírios específicos, indicados pelo seu oftalmologista;

Em hipótese alguma faça a automedicação. Como você não conseguirá identificar a causa com precisão, é preciso recorrer a especialistas. Inclusive, existem alguns colírios que podem ser contraindicados e causar complicações.

Recomendações de prevenção

Existem algumas dicas e recomendações simples para que você consiga evitar esse problema de saúde. Com o objetivo de ajudar você a se manter saudável, elencamos uma lista de boas práticas para evitar a conjuntivite:

  • Adquira o hábito de higienizar o rosto e as mãos com frequência;
  • Evite levar as mãos aos olhos se estiverem sujas;
  • Lave os objetos que você utiliza com mais frequência, como toalhas de rosto e de banho;
  • Não se esqueça de trocar as fronhas dos travesseiros de vez em quando;
  • Evite locais com aglomeração de pessoas em momentos de epidemia da doença;
  • Além de não ser muito higiênico, compartilhar produtos de beleza pode ser um caminho rápido para a transmissão da enfermidade;
  • Tente suspender o uso das lentes de contato, para evitar o agravamento da irritação ocular;
  • Faça uso dos óculos de natação quando estiver em piscinas, principalmente as públicas.

Depois dessa leitura, você já está preparado para agir de forma correta na identificação e tratamento dessa doença. Lembre-se: a higiene é um dos elementos preventivos essenciais. Se necessário, procure um médico.


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