Você sabe quais os principais tipos de estrabismos?

Esse é um dos distúrbios visuais mais conhecidos. Infelizmente, os principais tipos de estrabismos vêm associado com uma série de outras questões, como problemas referentes a adaptação social.

Desse modo, o intuito desse artigo é abordar de maneira profunda essa condição. Conheça mais sobre sua definição, variações e tratamentos existentes. Acompanhe.

O que é estrabismo?

Esse distúrbio consiste basicamente no desalinhamento dos olhos, direcionando-os para posições distintas. Costuma aparecer logo nos primeiros meses de vida do bebê sendo ainda, mais raramente, possível o surgimento em adultos.

Assim, ele pode ser monocular ou alternante, intermitente ou latente. Então, é importante a busca por um profissional da área para ele possa identificar e assim, iniciar algum tratamento.

Quais são as possíveis causas?

Para entender o que pode gerar essa condição, é importante se atentar a raiz da mesma. Sabe-se que o movimento dos olhos é controlado por músculos que estão diretamente ligados ao sistema nervoso central.

Então, quando não há perfeita sintonia entre esses órgãos, os principais tipos de estrabismos surgem. Isso porque todo o processo de alinhamento dos olhos é interrompido.

Portanto, existem alguns motivos que podem ser responsáveis por mexer no funcionamento dessa engrenagem. Acompanhe logo abaixo quais as causas mais comuns, e veja como elas podem ser diversas.

  • Alto grau de hipermetropia;
  • Visão baixa em um dos olhos;
  • Patologias neurológicas como a paralisia cerebral e AVC;
  • Dificuldade na coordenação do movimento dos olhos;
  • Causas genéticas como a Síndrome de Down;
  • Doenças infecciosas como meningite e encefalite;
  • Catarata congênita;
  • Diabetes;
  • Tireoide;
  • Questões hereditárias.

Os principais tipos de estrabismo

Seguindo o mesmo comportamento amplo das causas, existem vários tipos dessa condição. No total são cinco variações, e cada uma tem sua particularidade.

A primeira dela é chamada de esotropia ou estrabismo convergente. Ele se caracteriza por apresentar um desvio para dentro. Desse modo, quem a possui, tem um olho voltado para a região nasal.

Ainda, a outra forma dos principais tipos de estrabismos é o divergente ou exotropia. Aqui, o olho vai ficar direcionado para fora. Então o mesmo estará indo no mesmo sentido da orelha.

Além disso, tem a hipertropia que é chamada de estrabismo vertical. Nesse tipo, o portador apresenta um desvio para a testa. Uma outra possibilidade é que o olho siga no sentido da bochecha.

Também, existe o estrabismo alternante. Aqui, o indivíduo sofre desvio nos dois olhos. A diferença é que eles podem revezar entre si, não tendo uma regra específica para tal.

Por último, o estrabismo intermitente pode ser mais complicado de se perceber. Isso porque ele é definido por uma alternância no alinhamento do olho. Dessa forma, o portador em um momento apresenta o desvio e em outro, isso não é visível.

Quais são os sintomas?

Essa é uma questão que possui diversas camadas. Os sintomas são bem diferentes a depender da idade na qual os principais tipos de estrabismos se manifestam. Logo nos primeiros anos, nenhum deles é notado.

Isso se deve ao fato de que no início, algumas ferramentas de supressão cerebral trabalham em conjunto. Assim, a imagem que foi formada pelo olho com o desvio vai desaparecendo aos poucos.

Entretanto, em crianças maiores e também adultos, tem-se a chamada diplopia, mais conhecida como visão dupla. Um outro efeito negativo está relacionado a inclinação que o indivíduo estrábico necessita fazer para poder enxergar melhor.

Por isso, torcicolo e dor de cabeça são sintomas bastante frequentes entre as pessoas com essa condição. Daí a importância de se buscar um profissional para que os mesmos possam ser tratados, na medida do possível.

Como é feito o diagnóstico dos principais tipos de estrabismo?

A diversidade aqui e no intuito de impedir diagnósticos errados. Isso porque algumas variáveis podem dar uma falsa ideia dessa condição. Algumas alterações anatômicas são confundidas com os principais tipos de estrabismos.

Desse modo, esses efeitos são característicos do chamado pseudoestrabismo. Então, melhor forma de evitar imprevistos, é sempre trabalhando ao lado de um especialista.

Dito isso, uma das ferramentas fundamentais para identificar corretamente esse distúrbio, é o teste do reflexo. Com ele é possível observar e identificar mais precisamente se o foco de luz e pupilas, estão posicionadas no centro.

Além de que, existem outros exames que podem ser solicitados pelo profissional consultado. Cada paciente pode acabar resultando em uma abordagem bem distinta. Veja alguns exemplos de testes auxiliares.

  • Acuidade visual, o famoso padrão de listras;
  • Exame de fundo de olho;
  • Ensaio de oclusão e movimento ocular, permitindo analisar o tamanho do desvio.

Quais os tratamentos existentes para os principais tipos de estrabismo?

A primeira coisa a ser feita, é manejar estratégias para corrigir as causas que estão provocando essa condição. Isso é diretamente proporcional a garantia de resultados contra os principais tipos de estrabismos, que sejam mais rápidos e promissores.

Então, depois do surgimento de sintomas como a baixa visão, as chances de cura caem drasticamente. Isso acontece porque as células do cérebro se atrofiam, o que torna muito difícil reverter esse processo.

Além disso, existem sim algumas medidas terapêuticas que podem ser eficientes. A principal função delas é tratar dos problemas visuais de maneira mais direta.

Portanto, a aplicação de colírios e uso contínuo de óculos são alguns exemplos mais conhecidos. Outros como atividades ortóticas para melhorar os músculos e estimular a visão do olho com deficiência, também são comuns.

Ainda, existe a alternativa cirúrgica. Entretanto, ela não é indicada para grande parte das pessoas portadoras dessa condição. Porém, se o distúrbio que afetava a visão foi corrigido e o problema prosperou, a situação muda.

Desse modo, há um fator determinante para direcionar qual olho (s) será operado. Ele é o desvio nos principais tipos de estrabismos. Claro que, uma série de exames deve ser feita antes para que se tenha total clareza do quadro do indivíduo.

Por último, a toxina botulínica pode ser uma opção interessante para adultos. A bactéria que expele esse líquido, age de forma a impedir que os impulsos nervosos alcancem o músculo ocular.

Algumas recomendações sobre os principais tipos de estrabismos

Jamais acredite que essa condição irá desaparecer com o crescimento da criança. Assim que notada, o mesmo deve ser encaminhado para o médico especialista.

Por fim, esse distúrbio pode ser corrigido em qualquer estágio da vida. No entanto, lembre-se quanto mais cedo, mais promissores serão os resultados.


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